terça-feira, 20 de julho de 2010

Prefeitura de Campinas adota Thin Client em Telecentro

fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=0&infoid=15751&sid=14


A prefeitura de Campinas instalou 20 thin clients Tecnoworld do modelo WinNet, num telecentro construído no Centro de Referência da Juventude. O investimento foi da ordem de R$ 22 mil. Os terminais possuem processador Via 800 Mhz, 128 MB de memória RAM e Boot LAN (PXE).

"O Telecentro permitiu à comunidade acesso livre à internet, além dos vários cursos gratuitos de Informática de demais áreas oferecidos pela Prefeitura e que fazem parte do programa Jovem.Com", aponta César Pereira, coordenador de políticas públicas da Juventude.
A redução de custo com manutenção das máquinas, a economia de 40% de energia elétrica, a facilidade de implantação dos equipamentos e a centralização das informações no servidor – que facilita a atualização de softwares nos terminais, fizeram com que o conceito do thin computing fosse escolhido para a estruturação do Telecentro.

Além do uso livre, os Telecentros têm como objetivo estimular os processos educacionais. Cursos e oficinas com enfoque em editores de texto, planilha de cálculos, criação de sites, bancos de dados, arte digital e educação ambiental são algumas das atividades oferecidas. "Para o futuro, pretendemos ampliar os Telecentros e informatizar toda a rede educacional de Campinas", conclui Pereira.

Rede D'Or compra 800 Thin Clients

fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=0&infoid=20828&sid=16

A Rede D’Or, rede privada de saúde do estado do Rio de Janeiro com 13 Hospitais e mais de 40 unidades de medicina diagnóstica, optou pela tecnologia dos terminais magros para atualizar a infra-estrutura de todas as unidades da empresa. A Tecnoworld forneceu no total 800 thin clients do modelo winbox2 que equipam toda a parte operacional e sustentam o bom funcionamento desses hospitais e laboratórios.Iniciado em 2005, o projeto de plataforma thin computing cresce na medida em que novas unidades são criadas e se estende até hoje. “Os terminais thin clients são adquiridos conforme nossos hospitais e laboratórios ficam prontos. Eles já fazem parte da nossa estrutura,” explica Nelson Metropolo, responsável pela área de Telecomunicações e Infraestrutura na Rede D’Or.São mais de 20 mil pacientes por mês que, de forma indireta, se beneficiam de um sistema operacional eficiente. “Com todos os computadores ligados a uma plataforma centralizada em servidores, conseguimos resolver os problemas mais facilmente, seja na atualização dos aplicativos, na resolução de problemas técnicos ou no controle dos acessos do usuário na ponta,” afirma Metropolo.Nelson Metropolo aponta que entre os principais benefícios da plataforma thin computing estão a redução de custos com menor manutenção das máquinas, economia de energia, ganho de produtividade da equipe de TI, maior durabilidade dos terminais e aumento da segurança dos dados. “Outra vantagem relevante é a troca em poucos minutos do terminal em caso de falha, pois como não existe processamento local, os terminais são facilmente substituídos por outro sem qualquer perda de dados”, declara. O valor do contrato não foi revelado pelas partes. 

INIT cria núcleo de P&D em thin computing


A INIT, empresa brasileira com 10 anos de atuação no segmento de thin computing, inicia as atividades do núcleo de pesquisa e desenvolvimento, tendo como meta ampliar o leque de produtos e soluções.

“O desenvolvimento de produtos e soluções no Brasil é essencial neste mercado”, frisa Caio Siracusa, diretor executivo da INIT, alegando que “não existem soluções embarcadas de prateleira”.

De acordo ainda com Siracusa, “todo produto embedded requer total conhecimento e suporte local, garantindo agilidade quanto às necessidades de nossos clientes e soluções inovadoras à curto prazo”.

A INIT está inserida no plano de incentivos do Ministério de Ciência e Tecnologia para o Processo Produtivo Básico. Desse modo, como frisa Siracusa, “o produto se torna mais competitivo. devido à redução de impostos promovida pelo governo".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Equipamentos velhos e de má qualidade são otimizados por um sistema thin client – o Plurall.

fonte: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/165-edicao-60-julho2010/3132-um-jeito-plural-de-operar-o-telecentro

ARede nº60, junho 2010 -O pensador italiano Antonio Gramsci já dizia: a grande inovação não é descobrir coisas novas, mas torná-las acessíveis a todo mundo. Essa é precisamente a ideia por trás do Plurall, um sistema cliente-servidor do tipo thin client, que foi desenvolvido especificamente para centros comunitários, telecentros e laboratórios de informática em escolas públicas. “Anos atrás, alguns de nós trabalhávamos no Centro para a Democratização da Informática (CDI) e notamos que só chegavam computadores velhos aos centros comunitários ou rurais”, recorda a socióloga Liliane Leroux, professora do campus da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na Baixada Fluminense e uma das fundadoras da ONG Movimentos em Rede. 

Foi então que Ricardo Schneider, biólogo e autodidata em tecnologia, começou a estudar a arquitetura cliente-servidor e a desenvolver o Plurall, um sistema operacional que “levanta” a rede e também funciona como navegador. Baseado no sistema thin client, o Plurall tem, basicamente, um servidor parrudo e tantos computadores quanto possível pendurados nele. Se os computadores são novos ou velhos, não importa: a força da rede está no servidor, não nas máquinas individuais.

“Se não houver servidor de aplicações ou sistema operacional na rede, o Plurall funciona como um totem, ou seja, um navegador de internet para todas as máquinas”, explica Schneider. Com o Plurall, basta ter apenas uma boa máquina no telecentro – o servidor: “Essa máquina vai distribuir o sinal para as máquinas velhas e funcionar como uma espécie de memória cache, de forma que é rápido voltar a revisitar as páginas já acessadas – não é preciso carregá-las de novo”.

O projeto deu tão certo que extrapolou as competências da ONG e acabou transferido para o laboratório da Vice-Reitoria de Desenvolvimento (VRD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), que se dedica a buscar interação entre universidade e sociedade.

Ali, sob o comando do professor Dado Sutter, o desenvolvimento do Plurall prosseguiu. Nos últimos três meses, o sistema sofreu uma modernização no seu componente central, o Plurall Boot Server, que migrou para uma versão mais moderna e rápida, sem perder a simplicidade, a solidez e a baixa demanda de processamento e memória. “Em consequência, ficou ainda mais simples e fácil implementar a solução”, diz Schneider.

“A PUC não põe dinheiro aqui”, revela Sutter, gerente do laboratório da VRD, que se autofinancia com parcerias externas, particularmente, no caso do Plurall, com a Financiadora de Estudos e Projetos do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). A Faperj, que também financia o projeto da Baixada Digital, interligando sem fio essa região a oeste do município do Rio, tem financiado a interconexão sem fio também do Plurall. 

Um membro informal da equipe de desenvolvimento na PUC-RJ é o microempresário Marcelo Balisteri, residente na favela Vila Parque da Cidade, na Gávea, cujo telecentro foi um dos primeiros usuários do Plurall (ver texto ao lado).

Outros usuários notórios do Plurall no Rio de Janeiro são a Escola de Audiovisual Popular Cinema Nosso, a DinamiCoop (cooperativa popular de serviços de informática no Morro dos Macacos), um projeto de educação em canteiro de obras da PUC-RJ e o laboratório de História da PUC-RJ. O sistema também é utilizado pela Amarribo, ONG contra a corrupção na administração pública da cidade paulista de Ribeirão Bonito.

O sistema pode ser baixado gratuitamente da internet, onde também há um manual de instalação e operação.

www.plurall.net

Internet na favela
Marcelo Balisteri começou seus negócios como “gato”, fornecendo conexão internet clandestina na favela – o popular “gatonet”. Hoje, está legalizado na empresa Parque Online, que instalou o Plurall no telecentro da favela Vila Parque da Cidade e também no laboratório de informática da escola municipal em frente à PUC.
Há quatro anos, o Vélox, serviço de internet banda larga da operadora Oi, chegou à “primeira linha” de casas da favela, cerca de 15 residências – e a de Balisteri era uma delas. Como a Oi nunca se interessou em avançar favela adentro, Balisteri começou a atuar como provedor informal de internet a partir da sua conexão Vélox: conectou “20 e poucas casas com aquele cabinho azul”, cobrando R$ 35 de cada uma (em comparação com os R$ 62 cobrados pela Oi). Hoje, já são 180 casas da favela conectadas à internet pela empresa de Balisteri, cuja arquitetura de rede, na opinião de Dado Sutter, da PUC-RJ, “é uma coisa linda”.
Apesar do sucesso, Balisteri não esquece suas origens e critica os projetos de inclusão digital das favelas cariocas, que excluem os “gatos”. “Só na Rocinha”, diz ele, “há mais de 300 provedores clandestinos de internet e a maioria emprega uma média de dez funcionários. O que vai acontecer com esse povo quando as redes sem-fio acabarem com o seu negócio?”